Confiança em Temer cai enquanto sobe o prestígio dos sindicatos, segundo o Ibope

 

O brasileiro tem baixíssima confiança no presidente da República, partidos, Congresso Nacional e no governo federal. É o que revela o Índice de Confiança Social (ICS), medido pelo Ibope Inteligência a partir da opinião declarada pela população. A avaliação cobre 20 instituições e quatro grupos sociais.

A confiança na instituição Presidente (leia-se Temer) caiu de 30 pontos em 2016 para 14 neste ano. A segunda queda mais acentuada foi com o governo federal, de 36 para 26. A confiança nas duas instituições fica ainda mais distante dos maiores patamares alcançados, 69 e 59, no ano de 2010.

Sindicatos – Já a avaliação dos Sindicatos melhorou e subiu quatro pontos frente ao ano passado – de 40 para 44 pontos. A menor aprovação foi constatada em 2013, ano das famosas “jornadas de junho”.

Para João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, o aumento na avaliação das entidades de classe pode ser uma resposta da população à participação ativa dos Sindicatos em várias manifestações contra reformas que cortam direitos.

“A luta contra a retirada de direitos dos trabalhadores fez com que as pessoas passassem a acreditar mais nos Sindicatos. A grande mídia se viu obrigada a divulgar as manifestações e conseguimos mostrar o trabalho sério que o sindicalismo faz. Com isso, as pessoas passaram a entender e confiar mais nas entidades”, afirma Juruna.

O Índice de Confiança Social em 2017 fica em 52 pontos, próximo ao patamar do ano passado (51). A queda das instituições políticas foi compensada pelo crescimento na confiança das igrejas, polícia, meios de comunicação e escolas públicas.

Lideram – Corpo de bombeiros ocupa a primeira posição desde 2009. Confiança passou de 83 para 86 pontos neste ano. Igrejas estão na segunda colocação e sobem de 67 para 72 pontos. Em terceiro vem Polícia Federal. Subiu de 67 para 72. Outras: Forças Armadas têm 68 pontos; escolas públicas, 63; meios de comunicação, 61. Partidos Políticos 17 pontos e Congresso Nacional, 18.

Contradição – João Franzin, coordenador da Agência Sindical, diz: “Um presidente que cai de podre, partidos e Congresso desmoralizados ousam fazer reformas que lesam a Nação. A trabalhista, por exemplo, fere o sindicalismo, que, apesar da campanha contra, subiu e está com 44 pontos. Diria um velho udenista que é a completa inversão de valores”.

Fonte: Agência Sindical