Historiador contratado pela Volkswagen confirma participação da empresa na repressão aos trabalhadores

 

A filial brasileira da Volkswagen colaborou ativamente com a ditadura no Brasil na repressão a trabalhadores. A informação foi confirmada pelo historiador Christopher Kopper, contratado pela montadora, na Alemanha, para investigar as relações da empresa com o aparato repressivo brasileiro, e divulgada no domingo (23/07) pelo jornal Süddeutsche Zeitung e pelas emissoras NDR e SWR.

“Eu posso dizer que havia uma colaboração regular entre o departamento de segurança da Volkswagen do Brasil e os órgãos policiais do regime”, afirmou Kopper aos veículos, e citou que a Volkswagen “autorizou prisões” dentro do complexo.

“O departamento de segurança atuou como um braço da polícia política dentro da fábrica da Volswagen”, apontou. A investigação feita pelo historiador abrange os arquivos da montadora na Alemanha.

Segundo o jornal e as emissoras, a filial brasileira espionou seus trabalhadores e suas ideias políticas, e os dados acabaram em “listas negras” em mãos da polícia política. Os afetados lembram como foram torturados durante meses, após terem se unido a grupos opositores.

A sede da empresa, em Wolfsburg, não se pronunciou sobre as afirmações de Kopper, que é vinculado à Universidade de Bielefeld e tem até o final deste ano para apresentar suas conclusões finais.

Fonte: Opera Mundi