Negociações com o governo federal são inócuas porque Temer não cumpre compromissos firmados

 

As constantes frustrações do movimento sindical, protagonizadas por Michel Temer, desde quando assumiu a presidência da República, há pouco mais de um ano, foi o motivo da recusa da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) em participar de reunião com o mandatário agendada para a quinta-feira (20/7). No mesmo dia, direção da CSB divulgou nota para lembrar que “nenhuma das negociações ou compromissos firmados com o governo foram cumpridos”.

Leia a íntegra da nota: 

“O governo federal patrocinou o maior desmantelamento da estrutura de proteção aos direitos trabalhistas da história. A negociação coletiva foi desestruturada e enfraquecida com a liberação de “acordos” individuais, fato que jogará o País num processo de instabilidade jurídica e de criação de passivos trabalhistas gigantescos.

“A Medida Provisória em debate com o governo federal visa, exclusivamente, sanar as lacunas restantes para ampliar a exploração e a implementação imediata da supressão dos direitos trabalhistas, atendendo apenas ao patronato que não ficou satisfeito com a redução dos direitos implantada pela Lei 13.467/17. 

“Não há uma única vírgula em benefício dos trabalhadores e do movimento sindical, pelo contrário, aprofunda ainda mais as barreiras para a manutenção econômica das entidades, enfraquece a negociação coletiva, além de praticamente extinguir as categorias diferenciadas e autônomas.

Por outro lado, cabe salientar que nenhuma das negociações ou compromissos firmados com o governo foram cumpridos, algo que se tornou corriqueiro com relação ao Executivo, tornando, portanto, inócuo qualquer diálogo com os atores envolvidos. 

“Com a retomada dos esforços para implementar a reforma previdenciária, que cortará ainda mais direitos dos trabalhadores, não há outro caminho para o movimento sindical senão a resistência e a mobilização popular, inclusive intensificando a pressão nos parlamentares para barrar essas medidas que causarão mais desemprego, menos direitos e a ampliação generalizada da miséria”.

Central dos Sindicatos Brasileiros