Depois de 30 anos de filiação, Antônio Neto, presidente do Núcleo Sindical Nacional do PMDB, deixa a legenda

 

O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto, depois de 30 anos dedicados ao PMDB, demitiu-se da presidência do Núcleo Sindical Nacional da agremiação política em carta dirigida na segunda-feira (3/7) ao senador Romero Jucá, que preside a legenda. “Não há como permanecer filiado ao Partido que, sob o comando de uma pequena cúpula, afronta o programa partidário; ignora os anseios e a vontade do povo; promove a destruição da Constituição de 1988; enxovalha a democracia duramente conquistada; desrespeita e desmoraliza os Poderes da República; rasga os direitos trabalhistas e sociais; avilta os direitos previdenciários e enterra os sonhos da construção de uma Nação mais justa e igualitária.

A carta de Antônio Neto foi lida na quarta-feira (5/7) pelo senador Roberto Requião (PMDB/PR) no plenário da Casa. O dirigente fundamenta sua decisão, principalmente, por ser contrário às reformas trabalhista e previdenciária em discussão no Congresso Nacional. “Acredito que, num determinado momento, o PMDB vai acordar porque a sua base é semelhante à base social e não pode suportar mais essa violência absurda que é a reforma trabalhista de uma inconsistência econômica absoluta e de uma violência contra os direitos sociais jamais vista na história do país”.

O senador Paulo Paim (PT/RS) cumprimentou Neto. “É um presidente de uma central e eu não esperava dele outra posição”, afirmou. A notícia teve também importante espaço na mídia nacional. Entre os principais veículos que publicaram a desfiliação estão Folha de S.Paulo e Valor Econômico.

Leia a íntegra da carta de desfiliação de Antônio Neto: