CSB parabeniza senadores que votaram pela manutenção dos direitos trabalhistas

 


Kátia Abreu (PMDB-TO); Roberto Requião (PMDB-PR); Gleisi Hoffmann (PT-PR); Humberto Costa (PT-PE);
Jorge Viana (PT-AC); José Pimentel (PT-CE); Lindbergh Farias (PT-RJ); Otto Alencar (PSD-BA);
Lídice da Mata (PSB-BA); Ângela Portela (PDT-RR); Vanessa Grazziotin (PC do B-AM)

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e o povo brasileiro parabenizam a resistência e o forte empenho dos 11 senadores que votaram pela manutenção dos direitos trabalhistas durante a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal que. na terça-feira (6/6) aprovou por pequena margem de três votos o ataque que o governo pretende infringir aos trabalhadores e à sociedade.

“Apesar do duro golpe dado pela maior parte dos integrantes da comissão, é preciso ressaltar a resiliência dos parlamentares que respeitaram a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e os direitos de todos os brasileiros, principalmente dos mais pobres, das mulheres e, por consequência, das crianças”, afirmou o presidente da CSB, Antônio Neto.

Durante quase oito horas e meia, congressistas tentaram impedir a aprovação do projeto de reforma que “trai os princípios mais sagrados da convivência humana sob um regulamento público. É uma verdadeira loucura o que nós estamos fazendo”, disse o senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Paulo Paim (PT-RS), que pediu, em voto separado, a rejeição total da matéria, afirmou que nada será readmitido. “Trata-se de uma reforma inaceitável, fruto de uma concepção de sociedade inaceitável, arcaica e reacionária”, classificou. Renan Calheiros (PMDB/AL), por sua vez, asseverou: “Não podemos aprovar uma reforma que obriga a gestante e a lactante trabalhar em local insalubre, que coloca o negociado acima do legislado, que acaba por inanição com o movimento sindical e permite o trabalho intermitente”.

A CSB continuará na luta para impedir a concretização desse retrocesso e conclama os demais parlamentares do senado a se juntarem a essa frente, na busca pelos direitos dos mais carentes e por uma sociedade mais justa, igualitária e de oportunidades para todos.