Corte tímido na taxa oficial de juros é insuficiente para destravar os investimentos e gerar empregos

 

Em nota oficial divulgada na quarta-feira (31/5), o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto, criticou a redução de um ponto percentual na Selic, a taxa oficial de juros, realizada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A redução tímida é insuficiente para destravar a economia. Leia a íntegra da nota oficial.

“O Banco Central repete o mesmo comportamento adotado na última reunião do Comitê, em abril, quando também efetuou corte de um ponto percentual na taxa. Entretanto, a manutenção desta tímida postura, com a Selic em 10,25%, deixa o país com uma das mais altas taxas de juros do mundo e impede o crescimento de setores importantes para o desenvolvimento nacional.

“É imprescindível que o Copom execute cortes mais acentuados para que o Brasil cresça de maneira acelerada. Os juros altos desestimulam o investimento e reduzem a capacidade produtiva, freando, consequentemente, o consumo e aumentando drasticamente o custo da dívida pública, que mantém os altos lucros do sistema financeiro em detrimento das condições de vida do povo brasileiro.

“Diante de um cenário de 14 milhões de desempregados, recessão econômica e de ameaça aos direitos trabalhistas e previdenciários, reduzir os juros mais agressivamente é tarefa obrigatória do Banco Central.”

Antonio Neto
Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)